terça-feira, 15 de janeiro de 2013

As curiosidades e vida dos cavalos






Cavalo (do latim caballu) é um mamífero hipomorfo, e a raça mais conhecida dos cavalos é a classe dosusana, e a fêmea sendo . Da ordem dos ungulados, uma das três subespécies modernas da espécie Equus ferus. A denominação para as fêmeas é égua, para os machos não castrados, garanhão e para os filhotes, potro. Esse grande ungulado é membro da mesma família dos asnos e das zebras, a dos equídeos. Todos os sete membros da família dos equídeos são do mesmo gênero, Equus, e podem relacionar-se e produzir híbridos, não férteis, como as mulas. Pertencem a ordem dos perissodáctilos, sendo por isso parentes dos rinocerontes e dos tapires, ou antas.


Esses animais dependem da velocidade para escapar de predadores. São animais sociais, que vivem em grupos liderados por matriarcas. Os cavalos usam uma elaborada linguagem corporal para comunicar uns com os outros, a qual os humanos podem aprender a compreender para melhorar a comunicação com esses animais. Seu tempo de vida varia de 25 a 40 anos.

Pelagens
Um velho ditado inglês diz a good horse is never a bad colour, o que significa, aproximadamente, que se o cavalo é bom, sua pelagem será necessariamente boa. Mesmo assim, existem muitas superstições associadas à pelagem do cavalo: os cavalos zainos são populares e tidos como constantes e dignos de confiança, enquanto que os negros são considerados bastante nervosos e pouco seguros. Os tordilhos têm a reputação de temperamentais e os alazões, de serem teimosos e excitáveis. Na realidade, há muito pouco de verdade em tudo isso, e existem cavalos nas mais diversas tonalidades, o suficiente para satisfazer a todos os gostos.

• Zaino - é uma tonalidade rica e brilhante de castanho, aproximando-se da cor do mogno polido. Os cavalos zainos podem ter uma única tonalidade em todo o corpo ou podem ter crina, cauda e patas negras, quando são, então, propriamente descritos como zainos com pontos negros. Os cavalos dessa pelagem são tidos como muito espertos e são geralmente fortes e bem dispostos.

• Zaino negro - varia de tonalidade desde o zaino até quase o negro e, se houver alguma dúvida quanto à sua pelagem, a melhor maneira de desfazê-la é através do exame de pêlos curtos e finos encontrados no focinho. O zaino negro é tido como o cavalo ideal para shows, passeios e caçadas.

• Negro - Apesar de ser atraente, muitas pessoas sentem-se predispostas contra ele por causa de sua fama de ser indigno de confiança. Outro motivo para a prevenção, possivelmente, reside no fato de os cavalos negros terem sido sempre usados nos funerais, antes do aparecimento do carro funerário motorizado.

• Alazão - pode variar sua tonalidade entre uma extensa gama de tons castanho-avermelhados. O mais escuro possui um tom quase arroxeado, enquanto que o mais claro é brilhante, possuindo um profundo tom ouro-avermelhado. Os alazões normalmente possuem marcas de tonalidades diversas. Podem apresentar crina, cauda e pintas castanhas ou negras, ou ainda, ter crina e cauda cor de palha dourada.

• Lobuno - esta é a tonalidade dos cavalos e asnos pré-históricos. Várias raças mantêm essa pelagem hoje em dia e ela pode ser muito atraente, especialmente se houver pontos negros. O lobuno-dourado possui um tom levemente puxado para o tom de areia, enquanto a pelagem do lobuno-azulado é uma espécie de preto lavado, empalidecido, lhe dando reflexos azulados. A maioria dos cavalos lobunos possui uma listra sobre o dorso.

• Tordilho - pode possuir círculos de pêlo negro pelo corpo, especialmente na parte traseira, dando-lhe o aspecto de um antigo cavalinho de balanço. Os tordilhos negros têm grande quantidade de pêlo negro espalhado pelo corpo, geralmente escurecendo sua pelagem. Há tordilhos claros, nos quais o pêlo branco predomina sobre o negro, produzindo um efeito quase totalmente branco.

• Baio - o cavalo baio não é muito comum. Um bom baio deve apresentar cauda e crina prateadas. Embora sejam atraentes, os baios, como acontece com animais de tonalidade pouco vibrante, não são muito indicados para a equitação em geral.

• Rosilho - é o termo usado para denominar os animais com duas ou mais pelagens misturadas, que podem possuir diversas tonalidades dependendo da proporção dos vários pêlos que as compõem. O rosilho avermelhado é constituído por pêlo vermelho, amarelo e branco; o rosilho-azulado, por pêlo negro, amarelo e branco; o rosilho-alazão, por pêlo castanho, amarelo e branco.

• Oveiro - os cavalos oveiros podem ser do tipo piebald quando possuem pêlo branco coberto por manchas negras grandes e irregulares; skewbald, se as manchas forem castanhas, escuras ou avermelhadas, sobre um fundo também branco; e add-coloured, caso as manchas de duas ou mais tonalidades estão presentes sobre o fundo branco. Os animais oveiros são muito procurados pelos circos.

• Branco - os cavalos brancos podem ser tordilhos muito velhos, cuja pelagem tende a embranquecer com a idade, ou albinos, caso em que possuem olhos rosados e pele sem pigmentação. Os cavalos conhecidos como brancos são, de fato, tordilhos na maioria dos casos.

• Palomino ou baio branco - os palominos têm uma coloração dourado-clara, não apresentam marcas em seu pêlo e suas crinas e caudas são abundantes e soltas, quase brancas. A tonalidade varia de acordo com as estações do ano. A pelagem se torna mais clara, quase branca, durante o inverno, voltando a aparecer o tom dourado com o renascimento da pelagem de verão.

• Pintado - os cavalos pintados spotted podem possuir manchas de qualquer tonalidade e dispostas da maneira mais variada possível. Como são raros, seu preço é muito alto. Leopardo-pintado é o termo dado ao animal que apresenta manchas negras e bem definidas, uniformemente espalhadas sobre um fundo branco.


Além de emitirem sons como os relinchos, os cavalos utilizam as orelhas para se comunicar, tanto com outros cavalos quanto com humanos. Conhecer essa linguagem permite ao cavaleiro compreender as intenções do animal, assim como perceber a maneira com que o cavalo reage às suas ordens.


Fique atento, a observação das orelhas é essencial.


O cavalo é um animal muito sensível aos ruídos. Isso se deve ao fato desse animal ser presa, e não predador. Para facilitar a percepção de eventuais perigos, sua audição apurada foi fundamental para a permanência da espécie. Assim o cavalo se adaptou para facilitar sua percepção de eventuais perigos, o que foi essencial para a permanência da espécie.


Apesar de seu pavilhão auditivo ser móvel, a audição do cavalo possui uma sensibilidade semelhante à humana, porém percebe melhor os sons agudos, ouvindo até mesmo ultra-sons. O movimento das orelhas permite localizar a origem de sons e também revelar qual é o “seu estado de espírito”.


ORELHAS PARA TRÁS


Quando o cavalo dirige sua orelha totalmente virada para trás, onde sua visão não alcança, está indicando sua desconfiança a respeito do que está ocorrendo em seu ponto cego. Se as duas orelhas estiverem voltadas para trás simultaneamente, mesmo que nenhum ruído tenha sido produzido, indica que este cavalo não está confiante e por isso fica inquieto.

ORELHAS PARA TRÁS ABAIXADAS

Atenção! Essa posição das orelhas manifesta uma reação de agressão eminente. Ele pode estar tentando intimidar alguém (seja homem ou cavalo) ou apenas sinalizar um grande mau humor! Em caso de briga entre cavalos, as orelhas se colocam nessa posição. Quando o cavalo começa a abaixar as orelhas no trabalho, pode ser sinal de má vontade ou até mesmo de dor nas costas, razão pela qual ele não queira se mover.
ORELHAS PARA FRENTE
Já neste caso, quando as orelhas estão viradas para frente e atentas, revelam confiança e receptividade às ordens. Em um treino ou uma competição, o cavalo deve apresentar as orelhas nessa posição. Em uma pista de salto, ao se aproximar do obstáculo, orelhas para frente significam que o animal está atento, concentrado e pronto para responder as exigências do cavaleiro.
ORELHAS PARA VARIOS LADOS
Quando o cavalo move suas orelhas para vários lados, o que é uma situação muito comum de acontecer, é um sinal de que o animal ouviu ruídos de lugares diferentes ao mesmo tempo, ou o cavalo está em um local fechado, tentando localizar qual a origem do ruído.
UMA ORELHA PARA FRENTE, OUTRA PARA TRÁS
É um sinal de que o cavalo não está entendendo com clareza as intenções do cavaleiro, geralmente quando este ordena dois comandos contrários ao mesmo tempo. Neste tipo de caso, o melhor a ser feito é começar a utilizar comando de voz para cada ação que se pede.


CURIOSIDADES


Evolução• Os cavalos e as zebras fazem parte da mesma família. Alguns cavalos apresentam mesmo listas na parte inferior das patas e mais raramente no dorso, exemplo disso é o Sorraia. 

• A família à qual pertence o cavalo chama-se “Equus” que significa veloz em grego. 

• O antepassado mais longínquo do cavalo não tinha mais de 20 cm. Tinha também três dedos nas patas da frente e quatro nas patas de trás, em vez de um casco.





Anatomia

• Os cavalos têm dois ângulos de visão “mortos”. Um localizado diretamente à frente e outro diretamente atrás. 

• As crias dos cavalos conseguem sustentar-se nas patas após uma ou duas horas do nascimento. 
• Os cavalos não conseguem respirar pela boca. 
• Os cavalos estão “desenhados” para galopar e não para saltar. No estado natural, os cavalos tendem a contornar os obstáculos. 
• Os olhos dos cavalos estão entre os maiores dos mamíferos terrestres. 
• Os cavalos dormem a maior parte do tempo em pé. Estes animais têm um mecanismo nas pernas (tendões e ligamentos) que os permite estar a em pé sem utilizarem os músculos. Para entrar em fases mais profundas do sono, os cavalos têm de se deitar. 
• Para os cavalos é mais confortável estar de pé do que deitados, isto porque quando estão deitados fazem pressão sobre os órgãos internos. 
Sentidos


• Os cavalos conseguem ver cores. 


• Os cavalos têm um apurado olfato. Conseguem mesmo "cheirar" feromonas. 

• As apresentações entre os cavalos fazem-se nariz-com-nariz. 

• Os cavalos comunicam através de sons e também expressões faciais, utilizando as narinas, as orelhas e os olhos. 
• Os cavalos são extremamente sensíveis ao movimento. Por isso é que se encontram nervosos nos dias ventosos, para eles tudo está em constante movimento. 
• Os cavalos têm uma excelente audição e conseguem virar as orelhas em 180 graus para melhor captar os sons. 
• Os cavalos conseguem sentir uma mosca a posar na sua pele e usam os músculos que têm por todo o corpo para as espantar.





Números


• A população mundial de cavalos está estimada em 75,000,000. 


• Um cavalo dorme várias vezes por dia durante apenas alguns minutos. Um adulto dorme em média 3 horas por dia enquanto um potro tende a dormir mais vezes, durante mais tempo e mais profundamente. 

Consumos


• O cavalo necessita em média de beber 50 litros de água por dia. Isto dá 4 litros de água por dia por cada 50 quilos. 


• Um cavalo necessita de ingerir em média 1 a 2 % do seu peso em comida.
Raças


• Existem mais de trezentas raças de pôneis e cavalos. 


• Falabella é a raça de pôneis mais baixa, não excedendo os 65 cm. 

• O Shire é a raça mais alta de cavalos, podendo ultrapassar os 180 cm. 

• O Lusitano, o Alter Real e o Sorraia são raças portuguesas. 
Os humanos e os cavalos


• Equinofobia e Hipofobia é o medo de cavalos 


• As estátuas eqüestres têm diferentes significados conforme a posição do cavalo: se o animal se apresenta com as duas patas no ar, a pessoa que o monta foi morta em batalha, se apresenta uma, foi ferida, e se tem as quatro pousadas no chão, a pessoa morreu de causas naturais. 

• As unhas do homem e a parte exterior do casco do cavalo são feitos do mesmo material. 

• O cavalo é especialmente sensível ao tacto na área da cabeça, sendo que em termos de sensibilidade, os lábios do cavalo correspondem à ponta dos dedos humanos. 
Superstições


• As ferraduras dos cavalos dão sorte se estiverem penduradas com as pontas voltadas para cima. 


• Os cavalos pretos têm um temperamento mais rebelde.
Curiosidades

A linguagem dos cavalos

Os eqüinos podem apresentar comportamentos diferenciados quando estão no cio, em fase de reprodução, protegendo filhotes ou atentos a algum sinal de perigo.


Muitas vezes, os animais emitem sons característicos que podem ser confundidos com atos rebeldes, mas são apenas formas de comunicação entre os indivíduos de um mesmo grupo.


Alguns sinais corporais também significam uma forma de comunicação entre cavalos e até mesmo um fator climático pode definir a atitude do animal.


Estudos realizados a respeito dessa “linguagem dos cavalos” revelaram seus significados através de muitos anos de acompanhamento e observação de hábitos e atitudes, seguidos pelos sons emitidos.


Essa linguagem não é usada de forma rígida. Cada uma possui uma freqüência e timbre e foram classificadas em sete tipos básicos.



Chamado:


Emitido com a boca fechada, baixo (aproximadamente *100Hz), suave e freqüente em encontros “não muito românticos” entre éguas e garanhões.



Bufo (sopro):


emitido quando se sopra um jato de ar pelas narinas, que trepidam. Um sopro de cavalo pode ser ouvido a 200 metros , e é uma forma de limpar as vias respiratórias, aumentando a oxigenação.

É curto, percurssivo, sem tom, contendo várias projeções diferentes misturadas, em geral tende a subir e cair rapidamente em barulho e projeção.



Grito:


Mais alto (aproximadamente 1.000Hz), mas ainda contém muita aspereza, sem tom.



Relincho:


Outro som não muito sonoro, varia na projeção, começa alto (mais de 2.000Hz), caindo para a metade deste valor, é usado para chamar a atenção sobre algo ou de alguém, de maneira geral há sempre resposta.



Ronco:


Grave, curto, descontínuo pode ser cumprimento, namoro, maternal, de maneira geral ligado ao reconhecimento, a um sinal leve de excitação (o ronco de namoro é acompanhado do bater dos cascos e movimento da cabeça e cauda).



Rugido:


Agudo, ocorre em estados emocionais intensos, semelhantes ao resfolego, mas sem trepidação, mais suave.



Suspiro:


Saída longa de ar pelas narinas, demonstra tédio, mal-estar digestivo ou até angústia.



Quanto aos movimentos dos cavalos, é comum que apresentem determinados gestos também para se comunicar. O importante é saber identificar o seu significado.


Um dos sinais de comunicação mais usados é transmitido pelas orelhas, que mostram sempre para onde está direcionada a atenção do cavalo: Inclinação aguda para frente: tensão, curiosidade, boa intenção. Caídas para o lado: Aborrecimento ou cansaço. Abaixadas e voltadas para trás: Ânimo ou agressão.

Tipos de cavalos e seus comportamentos característicos

Cavalo Gavião
É o cavalo arisco ou espantado. Toma a ponta da manada, não se deixa pegar facilmente. É um cavalo *matreiro e refugador de porteiras, mangueirais e *mata-burros.

Cavalo Fogoso
Típico cavalo de explosão. Salta longe, pede freio. A melhor forma de amansá-lo é colocá-lo na lida contínua e demorada. Bom serviço para perder o costume é acompanhar uma carreta cuja monotonia da estrada o faz perder a pressa.

Cavalo Marchador


É o cavalo que anda em forma de marcha. São movimentos das patas dianteiras e das traseiras, do mesmo lado ao mesmo tempo.


Anda em forma de bailado, conduzindo o cavaleiro de forma baralhada. Dá a impressão, com sua ginga de corpo, de querer arrastar-se para caminhar.

Cavalo Tafoneiro
Cavalo que só atende para um lado. Próprio para puxar moinho em círculos e engenho de cana.

Cavalo Negador
É o cavalo que dá negadas. Atira-se para o lado, quando a pessoa alça a perna para montá-lo. Cavalo que, a qualquer momento, dá uma brusca queda no andar, atirando o cavaleiro para o outro lado. Cavalo que adquire defeitos depois de velho, geralmente refugando os elevados pesos carregados ou cargas barulhentas.

Cavalo Aporreado
Cavalo com doma incompleta, por sua rebeldia. Cavalo que não anda direito, solto no campo por ser *xucro e de doma impraticável. Potro respeitado pelos domadores, na condição de indomável.

Cavalo Passarinheiro
Cavalo assustado e sestroso. Passeia na passarela, de um lado ao outro da estrada. Cavalo que dá um prisco a cada movimento estranho na beira da estrada.

Cavalo Pachola
Cavalo fogoso, garboso, disposto e que anda pedindo freio. Próprio para desfiles nas passarelas. Cavalo faceiro que, que desfila empinando-se.

Cavalo Doce de boca
Cavalo que o domador castigou demais com o bocal. Quebrou demais os queixos. Muito sensível de boca, nem sente bem os freios, já atende. Cavalo sem confiança, pisa num lugar só e desgoverna. Também conhecido como cavalo de boca quebrada.

Cavalo Rufião
Cavalo mal castrado. Porta-se como um garanhão, porém, não tem poder de fecundação. Torna-se cavalo de mau engorde.

Cavalo Cabano
Cavalo que tem as duas orelhas caídas, em forma de chapéu velho. Cavalo dito mocho e que tem fama de caborteiro.

Cavalo Reiúno
Cavalo que anda de mão em mão. Cavalo sem marca. Que pertence a tropilha do Exército Nacional (cada semana está na mão de um soldado diferente).

(Fonte: ABC do tradicionalismo gaúcho, de Salvador Ferrando Lamberty – publicado na revista Cavalo de raça & esporte.)

Vícios e maus costumes desenvolvidos por cavalos

Os cavalos são animais muito sensíveis. Por isso, quando passam por situações estressantes, podem desenvolver problemas comportamentais – também denominados “vícios” – de efeitos perigosos e até fatais. Há muitas causas para esses distúrbios: o excesso de medo ou de ansiedade, a insatisfação pela perda da liberdade ou mudanças de hábito. Vale lembrar que os cavalos são animais gregários, que se ressentem quando se vêem privados de sua liberdade ou afastados dos companheiros de fazenda ou haras. Além disso, eles sucumbem facilmente ao medo e, quando se sentem ameaçados, obedecem ao instinto de fuga. Também têm dificuldade em lidar com situações novas, ficando em estado de alerta constante e até em pânico.

Os problemas se agravam quando se trata de potros ou cavalos jovens que têm a má sorte de cair nas mãos de um tratador inexperiente, do tipo que usa chicote ou outros castigos – assim, o que poderia ser um cavalo de índole impecável, dócil e um excelente aprendiz, torna-se um animal nervoso, neurótico e agressivo.

Esses vícios geralmente se refletem nos sentimentos do cavalo, gerando ansiedade, angústia, tristeza, apatia ou até falta de motivação para continuar vivendo, pois há relatos sobre cavalos que simplesmente deixaram de comer.

Um problema sério em relação a estes vícios é que eles são facilmente copiados por outros cavalos. Por isso, quando detectado algum distúrbio desse tipo, deve-se fazer a imediata comunicação aos responsáveis pelo animal.

Os “remédios” que permitem corrigir esses vícios são paciência, carinho, atenção e manejo correto. A seguir, vamos dar exemplos de alguns desses distúrbios.





Engolir ar - Aerofagia

Quando o confinamento impede o cavalo de exercer seu instinto natural de pastar e mordiscar, ele pode desenvolver o hábito de morder portas e cochos de madeira. Esse movimento leva-o a “engolir” o ar. É um vício perigoso, que pode ser controlado mas não curado. Causa perda de apetite, acarretando subnutrição, gastrite e cólicas fatais.

Mastigar madeira

Trata-se de um distúrbio semelhante à aerofagia, mas neste caso não ocorre a deglutição de ar. O animal começa a danificar portas, cocheiras, cercas, cochos e bebedouros, ficando vulnerável a desenvolver gengivites e irregularidades nos dentes e até a engolir um pedaço maior de madeira, o que poderia ser fatal.

Comer fezes– Coprofagia

Este mau hábito pode estar relacionado com altas infecções parasitárias ou fatores nutricionais. A vermifugação e a soltura do animal por longos períodos de tempo trazem bons resultados.

Arrancar pêlos

Quando submetidos a confinamento excessivo, alguns cavalos tornam-se nervosos e frustrados e começam a arrancar pêlos da própria cauda. Quando isso ocorre, deve-se verificar se o animal não está enfrentando com micoses, sarna ou alergias. Também é preciso fazer exames para se detectar possíveis infecções parasitárias.

Tique de urso

Andar em círculos pela baia, correr próximo a cercas ou ficar com a cabeça balançando na porta da cocheira é sinal extremo de tédio e nervosismo. Esse problema pode ter origem no excesso de trabalho ou total isolamento. O Tique de Urso acarreta emagrecimento excessivo e progressivo, irritabilidade e sobrecarga nas articulações.

Coice e mordida

Este é um vício perigoso, em geral adquirido na infância. Há casos de cavalos que escoiceiam até quem entra na baia para lhes dar ração. O tratamento para esse tipo de distúrbio requer paciência e carinho. O hábito de morder já é característico dos garanhões, mas pode ter início em inocentes brincadeiras de mordiscar.

Pânico e fobia

Os cavalos reagem ao medo de forma muito semelhante aos humanos: sentem tremores musculares, sudorese, apnéia, taquicardia etc. O animal amedrontado fica suscetível a várias doenças, como a adenite eqüina, pois há uma inibição em seu sistema imunológico. O pânico e a fobia geralmente surgem em razão dos castigos físicos. Aliás, as sessões de espancamento e chicotadas só servem para prejudicar a saúde mental dos cavalos...
Vale lembrar as perseguições aos mustangs americanos: quando se viam extremamente acuados, eles saíam em disparado galope em direção aos cannyons e se atiravam nos precipícios.

Estresse

A Síndrome do Século atinge também os cavalos. A somatória de alterações físicas e psíquicas, resultantes de mudanças bruscas de rotina, fadiga por excesso de trabalho e muitos outros fatores levantam a questão do estresse no cavalo. O estresse é uma síndrome, que tem sua origem no meio externo e atinge com mais freqüência os cavalos submetidos a trabalho intenso, viagens constantes, treinamento excessivo, confinamento prolongado, exposições etc. Os animais criados em campo aberto raramente apresentam esse distúrbio.

Estresse físico

Surge quando o cavalo, sem estar devidamente preparado, é submetido a um aumento diário de exercício ou a exigências excessivas em razão de alguma prova. Os sintomas são sonolência, cansaço e a recusa a obedecer – estereótipo perigoso de hiperagressividade. Em casos extremos, o animal parte para a automutilação. Os cavalos “atletas” também estão sujeitos a danos provocados pelo condicionamento físico mal conduzido. Assim, ocorrem problemas de exaustão em órgãos vitais, coração, rins, pulmões e fígado. O aparelho locomotor, por ser muito exigido, está sujeito a fraturas, tendinites, artrites entre outros problemas.

Sono

Os cavalos apresentam diferentes níveis de sono e podem até sonhar. Sentir-se seguro é fator fundamental para que o cavalo durma tranqüilo e tenha um bom relaxamento muscular depois do trabalho. Um cavalo solitário dificilmente descansará bem se estiver num espaço muito amplo – ele se sentirá bem mais seguro e sereno se contar com a companhia de outros cavalos. Desta maneira, quando o grupo dorme, um fica de sentinela, apenas cochilando.
Os cavalos tem os sentidos da visão, audição e olfato mais desenvolvidos do que o homem. A face longa característica do cavalo não é necessária apenas para conter seus grandes dentes: ela também abriga os sensíveis órgãos do olfato. Os olhos ficam mais para o alto do crânio, nos lados da cabeça, propiciando aos cavalos boa visão periférica, mesmo quando pastam. As orelhas são grandes, capazes de se movimentar e apontar em direção ao mais leve ruído. Por natureza, o cavalo vive em rebanhos e demonstra grande afetividade em relação aos outros membros do grupo, sendo esta lealdade facilmente transferida ao seu dono. Uma vez desenvolvida a ligação afetiva , o cavalo se esforça muito para executar ordens, por mais difíceis que sejam. Por isso esses animais tem sido vítimas de abusos cruéis, mas também são muito amados, talvez mais que qualquer outro animal na história da humanidade. Apesar de sua forte associação com seres humanos, o cavalo ainda conserva seus instintos naturais de comportamento. Defendem seus espaço e amamentam os filhotes, e precisam sempre de companhia.
Rolar no solo como este pônei é parte importante do toalete dos cavalos. Relaxa os músculos e ajuda a remover os pelos soltos, a sujeira e os parasitas.

Ao repuxar os lábios como este garanhão, após cheirar a urina de uma égua, ele está procurando saber se ela está no cio, ou seja pronta para acasalar.
Muitas vezes dois cavalos permanecem com seus corpos encostados uma ao outro, da cabeça à cauda, afocinhando amigavelmente as crinas e o dorso. Dependendo da estação, essas sessões de limpeza são mais ou menos freqüentes, e não duram mais que três 
minutos.



QUALIDADES


Alfário - cavalo inquieto, que salta e relincha

Aporreado - cavalo indomável


Aragano - cavalo não dado ao serviço


Bagual - cavalo xucro


Doce-de-boca - cavalo de bom governo


Flete - cavalo veloz


Fogoso - cavalo que pede freio


Garanhão - cavalo reprodutor


Gavião - cavalo arisco


Marchador - cavalo de andar marchado


Negador - cavalo falso


Pachola - cavalo garboso


Passarinheiro - cavalo assustado


Pingo - cavalo de estima


Potrilho - cavalo novinho


Potro - cavalo jovem


Redomão - cavalo em processo de doma


Rufião - cavalo para preparar éguas para o garanhão copulá-las


Tafoneiro - cavalo que vira só para um lado.




O esqueleto:
O cavalo é constituído por cerca de 210 ossos (não tendo em conta os da cauda). O esqueleto tem como função suportar os músculos e os órgãos internos mas dá também mobilidade suficiente, devido às articulações, para que o animal se deite, paste e se desloque a diversas velocidades. As articulações são formadas por ossos, que são cobertos por cartilagem e são ainda constituídas por uma cápsula que produz um lubrificante sinovial e por ligamentos que seguram os ossos.
No cavalo o esqueleto adapta a sua estrutura aos seus requisitos por exemplo: crânio alongado dá espaço para os dentes enquanto que as órbitas estão posicionadas de maneira a que o ângulo de visão do cavalo seja amplo, podendo este animal aperceber-se dos perigos durante a pastagem.
Os músculos:
Os músculos do cavalo consistem em massas musculares ligadas aos ossos por um lado e aos tendões por outro. Os tendões são protegidos por bainhas sinoviais que são constituídas por películas finas e fibrosas e que protegem os tendões do risco de fricção com o osso.
Os ligamentos, assim como os tendões, são relativamente curtos, tal como os reforçadores de articulações. No entanto há ligamentos especiais: o restritor, que se liga ao ligamento por detrás da articulação do joelho e junta-se ao tendão flexor digital profundo na sua parte mais baixa atrás do osso da canela; e o suspensor, que tem a extremidade superior ligada à parte superior traseira da canela e na fila inferior dos ossos do joelho, a extremidade inferior ligada aos sesamóides, por baixo do boleto. Este sistema é semelhante nos membros anteriores e posteriores.

A pele:
A pele do cavalo possui três camadas:
  • Camada celular, que têm a capacidade de, à medida que a sua superfície se desgasta, se auto-reparar;
  • Camada sub-epitélial em que se encontram os sensores da dor e outras estruturas sensitivas e que alimenta a camada superficial;
  • Camada sub-dérmica que tem como função isolar a pele do osso ou do músculo que fica por baixo dela e onde se situam os folículos capilares.
O sebo, substância gordurosa, é segregado por glândulas sudoríperas que se encontra na pele e permite a formação de uma camada impermeável que protege o cavalo da humidade e do frio.








Morfologia do  Cavalo



O cavalo é um animal onde se conjugam a estrutura e a função. O seu corpo é adaptado para a velocidade e para a grande dimensão, e é esta combinação que nos ajuda a compreender a sua estrutura. Os seus membros são especializados, têm um número de dedos muito reduzido, e são acompanhados pela perda dos músculos - os que permitem a outros animais agarrar objectos. O cavalo apenas move os membros para a frente e para trás o que lhe dá excelentes meios de propulsão. A força de que necessita é dada por músculos muito desenvolvidos que estão ligados aos ossos das coxas, tronco e antebraços.





PEJORATIVOS

Matungo - cavalo de má qualidade


Pilungo - cavalo ordinário e feio.



CURIOSIDADES DOS CAVALOS
O cavalo é um mamífero do gênero Equus e espécie Equus ferus. 

Além do cavalo, os equídeos mais conhecidos são o jumento e a zebra. 

A mula é um híbrido entre o cavalo e o jumento. 

A denominação para o macho é garanhão; para a fêmea, égua; para o filhote, potro. 

A palavra cavalo veio do latim caballus. 

Equus significa “veloz” em grego. 

Um dos antepassados do cavalo é um pequeno animal extinto chamado mesohippus (“meio cavalo”). O mesohippus viveu há cerca de 40 milhões de anos. 

Acredita-se que os primeiros cavalos tenham sido domesticados em 6.000 a. C. ou até mesmo antes disso. 

Assim como a do elefante, a sociedade do cavalo (afinal, trata-se de um animal que vive em grupo) é matriarcal. 

A gestação da égua dura 336 dias – 11 meses – o que a torna mais longa do que a humana. 

Os potros conseguem se sustentar nas duas pernas (diga-se, ficar em pé) apenas duas horas depois de nascidos. 

Cavalos tem excelente memória. Eles são capazes de reconhecer uma pessoa anos depois de tê-la visto pela última vez. 

Em média, os cavalos vivem 25 anos – embora tenham sido registrados indivíduos com até 40 anos. 

Você sabia que é possível determinar a idade de um cavalo observando seus dentes? 

Um cavalo bebe, em média, 50 litros de água por dia. 

Ainda existem cavalos selvagens? Sim, em diversas partes do mundo. E primitivos? Sim, mas a única espécie sobrevivente de equídeo primitiva é o cavalo-de-przewalsky. 

Outra raça de cavalo selvagem primitiva é o tarpan (que afirmam ser antepassado do cavalo árabe). Infelizmente, o último tarpan desapareceu da natureza na década de 1850. 

A terceira espécie selvagem (mas nem tão primitiva assim, devido à sua semelhança com a zebra) a desaparecer da natureza foi o quagga. O quagga era um animal exótico, com corpo de mula e pescoço e cabeça listrados como a zebra. O último exemplar foi caçado em 1878. 

Os cavalos lendários mais conhecidos são o Unicórnio (cavalo com um chifre no meio da testa) e o Pegasus (espécie de cavalo alado). Nos contos folclóricos brasileiros, existe a mula sem cabeça, um animal que, embora não possua cabeça, cospe fogo. 

Existem mais de 300 raças de pôneis e cavalos. 

As raças de cavalos mais valorizadas são: quarto de milha, puro sangue inglês, appalooza, percheron, paint horse, lusitano, mustang, andaluz, Galloway, frísio, shire, bretão e árabe. 

As raças brasileiras: mangalarga, pampa, campolina e crioulo. 

A raça mais antiga é a árabe. Só para se ter uma idéia, a árabe já era conhecida dos antigos egípcios. Acredita-se que seja a precursora de todas as raças modernas. 

A raça mais veloz é o puro sangue inglês, que chega a atingir 80 Km/h. Acredite se quiser, mas ele é capaz de fazer 400 metros em apenas 20 segundos. 

Uma curiosidade: o nome mangalarga advém do nome da fazenda onde essa raça começou a ser criada. 

Você sabe como é chamada a fobia a cavalos? Equinofobia ou hipofobia. 

Uma das bebidas típicas do interior do Quirguistão e outros países da Ásia Central é uma bebida fermentada à base de leite de égua. 

Sabia que existiu uma deusa galo-romana protetora dos cavalos, mulas e burros? A tal deusa se chamava Epona e era, principalmente, uma deusa da fertilidade. Eponsa costumava ser representada montada num cavalo. 

Os gregos diziam que o cavalo brotou da terra por obra do tridente do deus Netuno. 

Os cavalos mais famosos da história são: Bucéfalo (cavalo de Alexandre Magno) e Incitatus (do Imperador romano Calígula). 

Alexandre, o Grande fundou uma cidade em homenagem a seu cavalo Bucéfalo. O nome da tal cidade? Bucéfala, obviamente. 

Incitatus, cavalo do Imperador Calígula, tinha dezoito criados pessoais e dormia no meio de mantas púrpuras. Conta-se que a obsessão de Calígula por seu cavalo era tamanha que ele quis elegê-lo cônsul. 

Uma das figuras mais emblemáticas do período medieval é a do cavaleiro. Os cavaleiros geralmente pertenciam à nobreza. Começavam a ser iniciados aos 7 anos e aos 10, começavam a servir aos senhores “feudais”. O reconhecimento como cavaleiro só acontecia aos 20 anos. O ritual da sagração ocorria num combate simulado durante uma festa. Durante as cruzadas, os cavaleiros se transformaram em defensores da fé contra infiéis e hereges. 

Segundo o Islã o profeta Maomé ascendeu aos céus montado num cavalo. 

Os cavalos mais famosos da ficção são: Trigger (cavalo do cowboy Roy Rogers) e Tornado (do justiceiro Zorro). 

Apesar de ainda ser tabu no Brasil, a carne de cavalo é consumida em diversos lugares, principalmente China e países da Europa. Detalhe: o Brasil é o terceiro maior produtor mundial de carne de cavalo. 

Os cortes mais comuns são lagarto, filé mignon, contrafilé, patinho, peito, alcatra e peixinho. Devido à conformação do animal, não existe picanha e cupim. 

Sabia que existe sushi de cavalo? Apesar de ser um tanto adocicada e mais difícil de mastigar, a carne de cavalo é servida crua em diversos restaurantes mundo afora – principalmente no Japão. 

Chamados de esportes equestres  os principais esportes praticados com cavalos são: corrida, adestramento (conhecido como dressage), pólo, enduro e salto. 
Nos eqüideos em geral, o instinto de reprodução aparece em torno dos 18 meses, contudo, a reprodução de animais jovens não é recomendada porque a égua, fecundada na fase de crescimento - até os 30 meses - retira o alimento para a constituição do feto do próprio organismo e, conseqüentemente, atrapalha o seu desenvolvimento.
A estação de monta compreende, no Brasil, em outubro, novembro e dezembro, que são os meses de maior fecundidade. O surgimento do primeiro cio depois do parto acontece no 7º ao 11º dia. Este é chamado "cio do potro" ou "cio post-partum". Neste cio é recomendado seu aproveitamento para nova cobertura, se o parto foi normal e os órgãos genitais se encontram em boas condições.
Um garanhão adulto pode praticar uma a duas montas (uma de manhã e outra à tarde) por dia, desde que alimentado adequadamente (com reforço de proteínas). Anualmente, um reprodutor pode cobrir de 50 a 80 fêmeas, quando na monta dirigida, e de 20 a 40 quando for monta de campo.


Dentição Equina



Todos os cavalos possuem na sua idade adulta 40 dentes e a égua 36 dentes.




Distribuição: 



12 incisivos; 6 superiores; 6 inferiores; 4 caninos (ausentes na fêmea); 24 molares distribuídos igualmente nas duas arcadas.



Na primeira dentição (de leite) nascem primeiro as pinças com poucos dias após o parto ou até mesmo antes, depois os médios entre 4 e 6 semanas e os cantos entre 6 e 8 meses.

O potro apresenta apenas 24 dentes, todos caducos sendo 12 incisivos e 12 molares.

A dentição de leite vai até os dois anos e meio, começando a serem trocados na mesma ordem que surgiram. Após o surgimento da dentição definitiva, o cavalo (por volta dos 5 anos de idade) é então considerado um animal adulto.




Esqueleto da queixada do cavalo:

Como saber a idade?
Na fase de dentes definitivos, os dentes têm forma recurva e a raiz vai se tornando cada vez mais estreita e oblíqua, com o desgaste dos dentes. Na extremidade da parte livre existe um orifício, o corneto dentário, que vai desaparecendo com o passar do tempo. Depois de algum tempo, surge uma pequena mancha castanha, chamada estrela radicular.
Aos seis anos de idade, as pinças do maxilar inferior já estão sendo usadas há três anos, por isso o esmalte já aparece e a mesa dentária (a extremidade da parte livre) tem forma ovulada.
Aos oito anos de idade, os cantos inferiores e todos os incisivos inferiores estão lisos
e ovulados.



Maxilar Inferior - 6 Anos
Maxilar Inferior - 7Anos
Maxilar Inferior - 8 Anos



Aos nove anos, as pinças superiores estão lisas e ovuladas.

Aos dez anos, é a vez dos médios superiores estarem apresentando tais sinais.

Aos onze anos são os cantos superiores que se encontram então lisos e ovulados.



Maxilar Superior - 9 Anos
Maxilar Superior - 10 Anos
Maxilar Superior - 11 Anos


Aos doze anos começa a haver alteração do esmalte que desaparece e exibe-se a estrela dentária, com as pinças arredondadas.
Aos treze anos, os médios inferiores e as pinças se tornam arredondadas.
Aos quatorze anos, há apenas a estrela radicular em todos os incisivos inferiores e todos os dentes estão arredondados.




Maxilar Inferior - 12 Anos

Maxilar Inferior - 13 Anos

Maxilar Inferior - 14 Anos


Aos quinze anos, nas pinças superiores há apenas a estrela radicular.
Aos dezasseis anos, os médios superiores contam apenas com a estrela radicular.
Aos dezassete anos, todos os incisivo superiores exibem a estrela reticular e estão arredondados.



Maxilar Inferior - 15 Anos

Maxilar Inferior - 16 Anos

Maxilar Inferior - 17 Anos


Desta forma, é então possível, observando-se o desgaste dos dentes do cavalo, determinar a sua idade. A técnica está aí, explica passo a passo, mas para poder dizer com segurança a idade do animal, só com muita prática.




  





O cio das éguas e cavalos
A idade mais recomendada para o início da reprodução nos machos é de 3 anos e nas fêmeas varia de 3 a 5 anos. Esta variação ocorre por vários fatores do meio e, principalmente, alimentação.
O cio provoca modificações de ordem particular e geral, assim, nos órgãos genitais notam-se a congestão e o edema do ovário e das mucosas do oviduto, do útero, da vagina e da vulva. O colo do útero se relaxa, deixando escapar um muco, ás vezes estriado, de sangue, que escorre pela vagina e pela vulva, do qual se desprende um odor característico que atrai e excita o macho.
A égua torna-se inquieta, nervosa, coceguenta e mesmo intratável, com os olhos brilhantes e a cauda levantada. Relincha, talvez procurando o macho, perde o apetite, podendo ficar meio desbarrigada, urina com mais freqüência, emite pequenos jatos de urina e movimenta o clítoris. Pode-se observar que os lábios da vulva são mais inchados do que o normal.
O cio dura, em média, de 10 a 12 dias e, a cobrição no início do cio é negativa, devendo-se esperar que o cio se torne mais acentuado. Novas cobrições podem ser realizadas a cada 2 dias, até que o cio acabe. A ovulação se dá 24 a 48 horas antes do término do cio e, o óvulo é fecundado de 6 a 8 horas após ter sido liberado. O espermatozóde tem vitalidade aproximada de 48 horas no trato genital da fêmea. Se a égua na reentrar no cio depois de 16 dias é provável que tenha sido fecundada. O intervalo entre 2 cios consecutivos é de 21 dias.
Gestação
Os períodos de gestação da égua podem ser de, mais ou menos, 11 meses, quando estão grávidas de um cavalo, e de 12 meses, quando forem cobertas por um jumento, para a produção de um muar.
As éguas gestantes devem ser separadas e colocadas em pequenos pastos planos e limpos ou em potreiros, situados em locais de fácil acesso e sempre sob vigilância, principalmente nas épocas dos partos.
GESTAÇÃO e PARTO - O período de gestação é de 336 dias na égua (11 meses - para ver a tabela de gestação). A gestação é o desenvolvimento do feto depois da fecundação do ovo até a parição. Ela também é conhecida como "prenhez, pregnância e gravidez". Verificada a fecundação o óvulo desce pelas trompas uterinas e pelo oviduto até alcançar o corno uterino, no que leva mais ou menos 12 dias.
Um parto normal dura em média de 10 a 30 min. O feto, apresenta-

se com a cabeça colocada entre as patas dianteiras (veja imagem ao lado). Normalmente a égua pari de pé, o feto cai com os jarretes da mãe atenuando esta queda, havendo nesse momento a ruptura do cordão umbilical. Quando a fêmea pari deitada (em decúbito), o cordão umbilical é rompido pela própria fêmea ou quando esta se levanta,. Caso isso não ocorra, o tratador deve efetuar a ruptura (com ligadura) a uma curta distância.

A expulsão da placenta é imediata ao parto e, os órgãos genitais voltam ao seu estado normal em 2 a 5 dias após o parto. É muito importante o tratador acompanhar o parto para socorrê-la no caso de um parto difícil (distócico). Em caso de dúvida chame sempre o médico veterinário, nã espere a situação complicar.
As éguas paridas em cocheira devem receber nos primeiros 4 dias uma ração leve e laxativa: capim verde e tenro, alfafa (verde ou feno), cenouras, etc.
O primeiro leite, chamado colostro, é muito importante para o potro, não só pela sua riqueza em vitaminas, seu poder laxativo para limpar o intestino, como por conter substâncias imunizantes para várias doenças, que a mucosa intestinal do filho é capaz de absorver durante os primeiros dias.

SISTEMA REPRODUTOR DO CAVALO


  1. músculo ísquio cavernoso
  2. ligamento suspensório
  3. múscylo retrator do pênis
  4. músculo bulbocavernoso
  5. corpo cavernoso do pênis
  6. gola da glande
  7. processo uretral
  8. coroa da glande
  9. mucosa peniana
  10. artéria dorsal da pudenda
  11. artéria obturatriz
  12. artéria profunda
  13. tuberosidade isquática




SISTEMA REPRODUTOR DA ÉGUA



  1. Ovário                                               
  2. Oviduto
  3. Cornos uterinos
  4. Corpo do útero
  5. indica a Cérvix
  6. Vagina
  7. Vulva
  8. Ligamento largo do útero
  9. Bexiga
  10. Uretér
  11. Rim
  12. Esfincter anal (ânus)
  13. Reto



Marcas de Identificação

As marcas ou sinais brancos na face, focinho e pernas são meios de identificação e vêm registrados na documentação exigida pelas entidades responsáveis (stud books). Além desses sinais, marcas no próprio corpo do animal ou manchas brancas podem ocorrer na parte inferior do ventre e nos flancos. As manchas no corpo do cavalo são mais frequentes nos Clydesdale do que em cavalos de outras raças.

Sinais de Identificação:
Pêlos brancos causados pela sela ou esfoladuras produzidas por atrito da barrigueira são ‘sinais adquiridos como as marcas feitas com ‘ferrete’ (ferro em brasa). Como essas marcas ‘a fogo', as marcas ‘a frio’ resultam em séries de letras ou figuras de identificação – feitas de pêlos brancos (ou negros, em cavalos claros). Monogramas ou símbolos podem ser gravados a fogo, no casco. Redemoinhos e topetes são usadas para identificação, já que a disposição irregular de pêlos é permanente. As castanhas, pequenas  calosidades ou excrescências córneas na face interna das pernas do animal valem como impressões digitais. Individuais e permanentes; mas não se usam para fins de identificação.

Flor ou EstrelaCordão ou ListãoLadre ou BetaFrente
Aberta
   Mala CaraBebe em Branco

Calçamentos ou Calçaduras:
As pelagens nas pernas – denominadas ‘calçamentos’ podem ser. ‘traço de calçado’, se o branco não dá volta à perna; ‘talão branco’, se atinge só o talão; ‘alto caçado’ quando chega ao joelho ou ao joanete; ‘médio calçado’, se alcançar o meio da canela; ‘baixo calçado’, se chega ao boleto; ‘cascalvo’, se o casco é branco. Quando o animal é ‘calçado’, dos membros anteriores, se diz ‘manalvo’; se é ‘calçado’ dos membros posteriores, ‘pedralvo’. Riscas horizontais (zebra markings), anéis de pêlos pretos, são de origem primitiva e tinham fins de camuflagem. Podem ser vistos em raças de grandes antiguidade, como highland e fjord. Os cavalos das pinturas parietais de Lascaux, na França têm marcas assim, sendo extraordinariamente semelhantes ao highland.

Traça de CalçadoTalão BrancoAlto CalçadoZebra

Coloração dos Cascos:
Cascos de matéria córnea azul-ardósia são considerados ideais. Acredita-se que a ceratina de que se compõem tenha textura densa e de grande rigidez. Em contrapartida, em cascos brancos é tido por ‘mole’, incapaz de resistir bem à usura do atrito. Não há prova de que essas asserções sejam verdadeiras. Pés brancos acompanham pernas ‘calçadas’. Os Appaloosas e outros cavalos manchados têm cascos ‘tigrados’ (com listas verticais negras).



Raças Portuguesas

  [LUSITANO]     [ALTER-REAL]     [SORRAIA]


LUSITANO
O Lusitano faz-se notar como um vistoso cavalo de carruagem, bem como de sela. Foi, em tempos idos, a montaria dos cavaleiros portugueses. É ainda o cavalo favorito dos toureiros portugueses e, nesse papel, é treinado nos movimentos mais avançados da Haute École. Nos últimos anos, tornou-se popular fora da península ibérica e tem admiradores entusiastas nas Ilhas Britânicas, nos Estados Unidos e principalmente no Brasil. Criação: A raça é, com feito, a versão portuguesa do Andaluz, difícil de distinguir do modelo, embora seja possível, em muitos casos, perceber ligeiras diferenças.
Características: Embora possa ter pernas mais compridas que o Andaluz, aos olhos da maior parte dos especialistas o inteligente Lusitano é tão bravo, tão rápido e tão soberbamente equilibrado quanto o cavalo Espanhol. Seus movimentos, naturalmente elevados, são espectaculares; e a agilidade, surpreendente.
Influências: Berbere: A natureza árdega, a bravura, força, robustez e grande agilidade. Sorraia: Raça de base, ‘primitiva’, responsável pelo vigor e pela resistência. 
Altura: Varia entre 1,52 e 1,62m.
Cores: Tordilho, Castanho, Alazão  
Usos: Sela, Tiro, Touradas, Adestramento, Shows




ALTER–REAL (SUB-RAÇA)
Como o nome surge, a raça Alter-Real foi criada para servir à realeza. Além do porte majestoso, o cavalo ‘real’ devia ter índole e a movimentação ideais para a escola clássica de equitação.
Criação: A raça data de 1748, quando foi fundada pela dinastia de Bragança em Vila de Portel, no Alentejo, Portugal. Em 1756, o haras transferiu-se para Alter. A primeira coudelaria tinha 300 das mais finas éguas andaluzas levadas para Portugal da região de Jerez de la Frontera, o mais famoso centro espanhol de criação. Floresceu em Alter, fornecendo montarias para a corte. E a raça ficou conhecida graças às apresentações promovidas em Lisboa. No começo do século XIX, todavia, muitos dos cavalos se perderam ou foram roubados com o saque do haras pelas tropas napoleônicas do general Junot. Em 1934, outros desastres sobrevieram e culminaram com o fechamento dos estábulos reais. Uma reorganização chegou a ser ensaiada sob D. Maria Pia, no fim do século, com a introdução se sangue estrangeiro Inglês, Normando, Hanoveriano e, principalmente, Árabe. Os experimentos foram mal sucedidos e a raça quase se arruinou. Foi salva pela importação de cavalos Andaluzes. Os arquivos dos estábulos foram destruídos com o advento da república (1910), e só em 1932 o Ministério da Economia tomou a iniciativa de reconstituir a criação dos Alter-Reais.
Características: A despeito das vicissitudes por que a raça passou, o Alter moderno virtualmente Andaluz outra vez, sobrevive como um cavalo valente, de carácter físico peculiar e acção extravagante, vistoso, altamente apropriada à Haule Ecole (Alta Escola). Dele descendem os Mangalargas Paulista e mineiro, trazidos por D. João VI em 1807.
Influências: Espanhol: A grande coragem e o carácter próprio, inconfundível.
Altura: Entre 1,52 e 1,62m.
Cores: Marrom, Castanho, Alazão.
Usos: Sela, Desportos, Adestramento.




SORRAIA
Acredita-se que os primeiros cavalos domesticados na Europa tenham sido os da Península Ibérica. Hoje descendentes desses equinos primevos, i.e., das raças fundadoras, ainda podem ser vistos tanto em Portugal como na Espanha. Entre eles estão os da raça chamada Sorraia, em muitos dos quais a cor e a conformação têm extraordinária semelhanças com as do Tarpan e com o mais refinado Garrano ou Milho, de raízes idênticas porém habitat mais para o norte, nos vales de Garrano do Milho e Trás-os-Montes.
Criação: O Sarraia vivia nos campos que ficam entre os rios Sor e Raia; e durante anos a famosa família d’Andrade conservou uma manada deles em estado selvagem. É de crer, e já foi dito que esses animais, depois de submetidos à poderosa influência dos cavalos Berberes da África do Norte, tenham contribuído para o renomeado cavalo Espanhol e, através do sangue difundido dessa estirpe, para uma variedade de raças diferentes.
Características: durante séculos, o Sorraia foi usado por vaqueiros locais e para o trabalho agrícola leve Não pode ter sido considerado, a esse tempo um espécime sobremodo atraente. Pois não obstante, e malgrado a cabeça pesada e a cauda caída, conservou ele todo o vigor dos seus antepassados selvagens.
Influências: Tarpan: Na raiz da raça, deu-lhe a excelência da compleição básica. Berbere: Melhorou os movimentos, aumentou-lhe o tamanho e acrescentou o carácter fogoso.
Altura: Varia entre 1,27 e 1,32m.
Cores: Cinza-Pardacento 
Usos: Bravio, Leve Trabalho Agrícola 

Um comentário:

klayky disse...

Muito boa essa postagem ela fora muito informativa. trabalho com cavalos reiunos a quase um ano e acho super interessante fato de lidar com esses animais e aprender mais com eles do que eles comigo.
gostei muito dessa publicação e vou recomenda-la para um cartilha para o meu trabalho!
gostei muito Luiza Raissinger muito obrigado!