sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Conhecendo as cobras





Cobra é uma denominação genérica, utilizada frequentemente na língua portuguesa como sinônimo para serpente. É também uma denominação comum entre europeus para designar espécies asiáticas, da subordem Ophidia e do gênero Naja. O nome é uma abreviação de cobra-de-capelo ou cobra-capelo.
A maior parte das cobras põe ovos e a maior parte destas abandona-os pouco depois de os pôr; no entanto, algumas espécies são ovovivíparas e retém os ovos dentro dos seus corpos até estes se encontrarem prestes a eclodir.
Recentemente, foi confirmado que várias espécies de cobras desenvolvem os seus descendentes completamente dentro de si, nutrindo-os através de uma placenta e um saco amniótico. A retenção de ovos e os partos ao vivo são normalmente, mas não exclusivamente, associados a climas frios, sendo que a retenção dos descendentes dentro da fêmea permite-lhe controlar as suas temperaturas com maior eficácia do que se estes se encontrassem no exterior.
E apesar do que muitos falam, as cobras não são animais traiçoeiros como alguns humanos podem ser. Elas não tem interesse de se exporem picando uma pessoa e nem de gastarem seus venenos, fazem isso quando se sentem ameaçadas com a aproximação de alguém ou quando pisam sobre elas. A Cascavel (Crotalus durissus) toca o seu guizo na ponta da cauda e a Jararaca (Bothropoides jararaca) e também outras espécies vibram a cauda quando se sentem ameaçadas e assim procuram  avisar que estão por ali.
As cobras são classificadas em peçonhentas e não peçonhentas isto é algumas possuem veneno outras não.
As caracteristicas gerais de uma serpente são:

- Pertencentes do grupo Reptilia(répteis).
- São animais ectodérmicos( sangue frio).
-Usam a termoregulação para se aquecer se expondo ao sol.
-Possuem corpo alongado e reduzido quanto ao diâmetro do corpo. 
- Seu crânio é cinético com até 8 articulações e diapsida(2 cavidades laterais).
- Músculos e Tegumentos(pele) são conectados em uma síntese de especialização de deglutição.
-O pulmão esquerdo das serpentes é reduzido ou ausente.
- A constrição e a peçonha são especializações de deglutição variando de serpente para serpente. 
- O tipo de dentição nas serpentes podem ser classificadas da seguinte maneira:


 ÁGLIFA: Dentes inoculadores de veneno ausentes, fazendo com que a serpente mate por constrição (Jibóia, Pitons, Sucuris, Caninanas).

SOLENÓGLIFA: Dentes grandes inoculadores de veneno,anteriores e com um canal interno por onde escorre o veneno.Esse tipo de dentição é o mais especializado em serpentes do grupo Crotalíneos( Cascaveis) Mas tambem são encontrados em outras espécies como Botrhops (Jararaca) e Lachesis(Surucucu).

OPISTÓGLIFA: Dentes inoculadores de veneno localizados na região posterior da boca e que possuem um sulco por onde o veneno escorre. (Muçurana, cobra cipó e a maioria das falsas corais). Devido a posição desses dentes não conseguem inocular o veneno com eficiência.




 PROTERÓGLIFA: Dentes inoculadores de veneno localizados na região anterior da boca e que possuem um sulco por onde escorre o veneno. (corais verdadeiras).
 Algumas serpentes possuem o habito de fazer tocaia, aguardando a vítima passar para dar o bote.

- Podem ser Ovíparas ou Viviparas.
- Possuem o órgão de Jacobson que é um quimioreceptor que capta todas as reações quimicas do ambiente atraves do ar, e está situado no teto da cavidade bucal.
- Serpente Anomalipidae são fossoriais, se alimentam de vermes e artropodes, medem 15 cm, não são peçonhentas, vivem no ambiente neotropical(América do Sul)



QUAL A DIFERENÇA ENTRE VENENO E PEÇONHA?

- VENENO: É injetado
- PEÇONHA: É produzida
- TOXINA: Se ingere
A família Tylopidae são fossoriais, não passam de 15 cm de comprimento, os glóbulos oculares foram degenerados.
A família Leptoyohlopiedae são semi-fossoriais.
TIPOS DE FAMÍLIAS DE SERPENTES:
- Família Anilidae: Representada pelas falsas-corais(Anilius scytale), são serpentes nativas da América do sul.
- Família Boidae: representada pelas Jibóias, sucuris e Pitons. São serpentes que ainda possuem uma cintura pelvica, são constritoras, podem atingir 10 metros ou mais pesando até 200kg, possuem fossetas labiais que detectam calor.
- Família Colubridae: com cerca de 1800 espécies algumas venenosas e outras não.

DISSECÇÃO DE SERPENTE
FAMÍLIA:VIPERIDAE
ESPÉCIE:Crotalus durissus terrificus


PARTE 1: ANATOMIA EXTERNA

- globos oculares
- fosseta loreal
- gastrotegitos
- no interior da cavidade bucal: esôfago, glote, língua, órgão vormeonasal(jacobson).

PARTE 2: ANATOMIA INTERNA

- esôfago/ estômago
- ânus
- rins
- testículos
- traquéia
- intestino delgado/grosso
- fígado
- ureteres
- ovários
- pulmão
- reto
- baço
- musculatura
- mesentério
- 2 átrios/1 ventrículos


Glândulas de Veneno

O Veneno das serpentes, ou peçonha, é uma secreção tóxica das parótidas – as glândulas de veneno, que situam-se abaixo e atrás dos olhos e estão em conexão com as presas inoculadoras. É um líquido viscoso, branco (levemente turvo) ou amarelo, resultante de uma mistura de muitos protídeos, uns tóxicos e outros inócuos, e de substâncias orgânicas e inorgâncias micromoleculares.As glandulas sao na verdade Nada mais que glândulas salivares modificadas, que produzem toxina,Como uma espécie de saliva modificada. Estas glândulas estãoConectadas a dentes especiais (presas inoculadoras ) através de pequenosCanais ou ducto ( sulcos).Quando ocorre um bote, o veneno é eliminado pela contração daMusculatura que envolve as glândulas. A toxina armazenada nasGlândulas tem reserva para vários botes seguidos. Quando seExtrai a toxina esvaziando as glândulas completamente, elas voltamA estar cheias num período Maximo de duas semanas    .              

Processo de digestão de uma serpente


Todas as cobras são carnívoras, comendo pequenos animais (incluindo lagartos e outras cobras), aves, ovos ou insetos. Algumas cobras têm uma picada venenosa para matar as suas presas antes de as comerem. Outras matam as suas presas por estrangulamento. As cobras não mastigam quando comem, elas possuem uma mandíbula flexível, cujas duas partes não estão rigidamente ligadas (ao contrário da crença popular, elas não desarticulam as suas mandíbulas), assim como numerosas out ras articulações do seu crâneo, permitindo-lhes abrir a boca de forma a engolir toda a sua presa, 
mesmo que ela tenha um diâmetro maior que a própria cobra.As cobras ficam entorpecidas, depois de comerem, enquanto decorre o processo da digestão. A digestão é uma atividade intensa e, especialmente depois do consumo de grandes presas, a energia metabólica envolvida é tal que na Crotalus durissus, a cascavel mexicana, a sua temperatura corporal pode atingir 6 graus acima da temperatura ambiente.

Por causa disto, se a cobra for perturbada, depois de recentemente alimentada, irá provavelmente vomitar a presa para conseguir fugir da ameaça de que se tenha apercebido. No entanto, quando não perturbada, o seu processo digestivo é altamente eficiente, dissolvendo e absorvendo tudo excepto o pêlo e as garras, que são expelidos junto com o excesso de ácido úrico.



ANATOMIA DAS SERPENTES



Anatomia Das Serpentes 
A anatomia das cobras é caracterizada pela ausência total de pernas e braços e por um corpo extremamente longilíneo. É interessante como a natureza empacotou todos os órgãos em um tubo tão alongado. 
Apesar da ausência de membros, a locomoção das cobras é ágil e rápida. Ademais é muito silenciosa e deixa poucos rastos. Para que a cobra possa rastejar é necessário que esteja sobre uma superfície em que seu corpo possa se agarrar. Assim, este animal é incapaz de progredir sobre uma tábua lisa. Ficará se debatendo inutilmente.
Que se soubesse, todas as cobras são capazes de nadar, porém nenhuma das cobras venenosas brasileiras têm como habitat a água e, por conseguinte, não representam perigo aos banhistas de águas doces ou salgadas.
As cobras têm vísceras que cumprem todas as funções que conhecemos nos mamíferos, como aquelas próprias do cérebro, coração, pulmão (elas só possuem um), fígado, rim, tubo digestivo e órgãos sexuais. Devido ao formato do corpo, os órgão pares (rins, ovários, testículos) não estão em posição simétrica como, por exemplo, em nós, mas um mais a frente do que o outro. As serpentes não têm bexiga, os rins excretam ácido úrico na cloaca que é uma bolsa onde também se esvazia o intestino. Nisto, os ofídios lembram as aves.

Reprodução
O serpente macho tem dois pênis (chamado de órgão intrometente, pois é muito diferente do órgão correspondente dos mamíferos).

As cobras usam um vasto número de modos de reprodução. Todas usam fertilização interna, conseguida por meio de hemipénis bifurcados, que são armazenados invertidamente na cauda do macho. A maior parte das cobras põe ovos e a maior parte destas abandona-os pouco depois de os pôr; no entanto, algumas espécies são ovovivíparas e retém os ovos dentro dos seus corpos até estes se encontrarem prestes a eclodir.

Recentemente, foi confirmado que várias espécies de cobras desenvolvem os seus descendentes completamente dentro de si, nutrindo-os através de uma placenta e um saco amniótico. A retenção de ovos e os partos ao vivo são normalmente, mas não exclusivamente, associados a climas frios, sendo que a retenção dos descendentes dentro da fêmea permite-lhe controlar as suas temperaturas com maior eficácia do que se estes se encontrassem no exterior.




Acasalamento

As serpentes se encontram para acasalar, na época reprodutiva, geralmente o verão.
O acasalamento só pode acontecer entre macho e femea da mesma espécie. Por essa
razão, na epoca do acasalamento as femeas liberam substancias quimicas especificas
para atrair os machos da mesma espécie.

É importante lembrar que em uma comunidade só de Fêmeas, uma delas se torna macho para fecundar a outra.


Ovípara







Sao serpentes que na maioria das vezes sao peçonhentas e que poem ovos.A quantidade media de ovos varia conforme a espécie, e pode variar de 1 a 100 ovospor postura. Eles sao depositados em ambientes externo, em local abrigado de sol. tem a forma oval meio comprido e casca pegajosa resistente e flexivel, geralmente de cor branca. A grande maioria das especies abandona os ovos logo apos a postura. Quando os ovos eclodem os filhotes rompem a casca com um pequeno dente, que logo depois é perdido, e imediatamente se dispersam em busca de água e comida.



VIVÍPARA 



As vivípara esperam os embriões, envoltos em membranas, se desenvolvam no interior de seu corpo. O tempo entre a fecundação e o nascimento é de 60 a 70 dias, dependendo da espécie. A quantidade de filhotes pode variar de 1 a 50, a cada parto. Os filhotes já nascem desenvolvidos, e imediatamente se afastam da mãe e dos irmãos, em busca de água e alimento.omo Saber o sexo de uma serpente ?




Para saber o sexo de uma serpente é feito um exame qeu se chama sexagem atraves 
de um instrumento chamado sexador.


Os sexadores são instrumentos usados para determinar o sexo das serpentes procurando pelos himepenis (o nome para o órgão reprodutivo das serpentes macho). Em uma serpente macho, esse órgão possui duas pontas e encontra-se logo atrás da cloaca em sentido a cauda. Os machos adultos possuem uma cauda um pouco mais “espessa” devido ao desenvolvimento do himepenis. (Figura 1). Mostraremos aqui como realizar uma sexagem com e sem um sexador. Segurando a serpente com o ventre para cima a ponta do sexador é introduzida sob a cloaca no sentido que aponta para a cauda. Dobrar a cauda para trás facilita ligeiramente o processo de encontrar a cloaca. Manuseio o sexador “delicadamente” e com cuidado para não perfurar a serpente. Muitos utilizam de lubrificantes tal como o “KY”, ou mesmo água, pode ser aplicado à ponta de prova do sexador para facilitar introdução. Dobre a ponta de prova um pouco em vários sentidos ao sondar até que uma abertura seja encontrada, a seguir tente-a deslizá-la mais para a ponta da cauda. Cuidado com a pressão colocada no sexador ao procurar a abertura do himepenis. Demasiada pressão pode causar ferimento.
Por causa da elasticidade dos hemipenes, a ponta de prova terá ligeiramente uma sensação mais suave quando introduzido inteiramente no órgão de um macho, a ponta de prova deslizará para baixo. O mesmo procedimento em uma fêmea produzirá um bloqueio mais firme, pois a ponta de prova encontra somente uma parede muscular na base de sua cauda. Existem outros tipos de sexadores, porém não entraremos em detalhes aqui.

A Figura 2 mostra a cauda de uma fêmea e de macho, As fêmeas têm glândulas pequenas que emanam um odor (em época de acasalamento) em suas caudas, mas nunca tão profundas quanto os hemipenes dos machos. Em um macho adulto penetrará cerca de 3cm. Em um folhote apenas alguns milimetros. A última figura mostra diferentes tamanhos de sexadores e a realização de uma sexagem em uma Corn Snake por meio de um sexador comum



Mas também é possível fazer manualmente


Chama-se sexagem manual porque neste método não usamos nenhum instrumento para examinar o órgão reprodutor de uma serpente. Literalmente nós empurramos o himepenis para fora de uma serpente macho, uma fêmea mostrará pouco mais de dois pontos vermelhos minúsculos em vez dos himepenis. Um criador experiente, consegue distinguir facilmente os sexos. 

Já um criador iniciante poderá se enganar em seu exame. Portanto vale a pena refazer a sexagem nas fêmeas, sendo que o himepenis pode não ter sido descoberto por um erro na sexagem, pois se não for feito corretamente o procedimento o himepenis não será exposto e consideraremos como uma fêmea. Já os machos uma vez detectado o hemipenis está terminado o processo. A sexagem manual geralmente é utilizada em filhotes, porém estes necessitam de ainda mais cuidado. 
A sexagem manual se não for feita com cuidado pode ferir a serpente ou danificar seu órgão reprodutor. Caso não se sinta seguro em realizar tal procedimento, não exite em procurar alguém com experiência ou um veterinário especializado. Isto vale também para sexagem com o uso de sexadores. Se você sente-se confiante o bastante comece fazendo em sua própria serpente filhote. Abaixo vemos algumas fotos que ilustram o processo.
 Siga algumas instruções, cada passo é possui uma figura correspondente: 
1- Prenda sua serpente firmemente mantendo o ventre voltado para cima e deixando a cloaca livre, porém sem fazer pressão sobre o animal para não o machucar, mas o suficiente para a manter fixa nesta posição. Você observará na cauda uma pequena abertura (mais parecida com um corte). É ali onde vamos examinar e realizar o procedimento. 
2- Deslize então seus dedos que prendem a extremidade do corpo da serpente, mais perto do orifício a ser examinado deixando o polegar a ser utilizado sobre o ventre segurando a extremidade da cauda. A outra mão que irá segurar a serpente e mante-la na posição ficará com o corpo da serpente. Repare que nas fotos o procedimento está sendo realizado por um canhoto, e o polegar esquerdo é que está realizando a sexagem. A visão que temos na foto seria de um espectador e não do examinador. Por isso a visão como de "ponta cabeça". 
3- Com sua outra mão, coloque seu indicador sob a serpente, e coloque seu polegar na cauda da serpente como está na figura 3. Aproxime a ponta de seu polegar aproximadamente 6mm da abertura. Lembra-se de quando teve que tirar a impressão digital para o RG? Lembra-se do movimento circular que fazemos com o polegar sobre o papel? Este é o movimento a ser feito na sexagem, porém não em todas as direções como a impressão digital, mas no sentido da cauda à abertura. um movimento leve e circular. como uma meia lua da da junta até a extremidade da unha. Aplique então pouca pressão com a esfera de seu polegar, assim levantando a ponta de seu polegar. Faça com que a cauda dobre-se para baixo ligeiramente.
 4- Agora “role” seu polegar realizando o movimento "meia lua" (NÃO FAÇA CORRER O POLEGAR) para a abertura. Quando a ponta do polegar chegar perto da abertura, um ou ambos os hemipenes aparecerão se você tem uma serpente macho.
 5- Esta imagem mostra os hemipenes inteiramente para fora. Se nada sair, tente novamente realizar o processo para termos certeza que se trata de uma fêmea. Adicione um pouco mais de força desta vez (sem exageros). Se você está examinando uma serpente fêmea, você deve ver dois minúsculos pontos vermelhos que aparecerão no lugar dos himepenis dos machos. A foto a seguir mostra um himepenis com um pouco mais de detalhe. 
Observação 1: Um filhote sempre se moverá bastante durante a sexagem. Como já dito antes os órgãos reprodutivos das serpentes podem ser danificados aplicando demasiada pressão ao realizar uma sexagem manual. Se você está aprendendo a fazer a sexagem, o melhor é começar a treinar em um macho conhecido, para aperfeiçoar o procedimento. Observação
 2: O método de sexagem a partir do comprimento da cauda, tendo como base a distância da cloaca a ponta da calda é uma verdadeira "furada". Jamais tomem como conclusão o sexo examinado a partir deste método. O tamanho e forma da calda podem variar de acordo com a genética. É como o formato da cabeça das corns. Algumas tem a cabeça mais larga que outras. Outras tem uma cabeça mais comprida. O desenvolvimento a partir da alimentação e a idade alterão estes padrões então utilizados. É bem verdade que este método pode ser adotado por um especialista ao olhar e dar um parecer sobre o animal na natureza, porém nem mesmo os especialistas experientes conseguem efetivamente identificar o sexo da serpente.
As cobras ou ofídios são répteis poiquilotérmicos (ou pecilotérmicos) sem patas, pertencentes à sub-ordem serpentes, bastante próximos dos lagartos, com os quais partilham a ordem Squamata. Há também várias espécies de lagartos sem patas que se assemelham a cobras, sem estarem relacionados com estas. A atração pelas cobras é chamada de ofiofilia, a repulsão é chamada de ofiofobia. O estudo dos répteis e anfíbios chama-se herpetologia (da palavra grega herpéton que significa "aquilo que rasteja" - em especial, serpentes).
Locomoção

Todas as cobras têm a capacidade de ondulação lateral, em que o corpo é ondulado de lado e as áreas flexionadas propagam-se posteriormente, dando a forma de uma onda de seno propagando-se posteriormente.

Além disto, as cobras também são capazes do movimento de concertina. Este método de movimentação pode ser usado para trepar árvores ou atravessar pequenos túneis. No caso das árvores, o tronco é agarrado pela parte posterior do corpo, ao passo que a parte anterior é estendida. A porção anterior agarra o tronco em seguida e a porção posterior é propelida para a frente. Este ciclo pode ocorrer em várias secções da cobra simultaneamente (este método originou a afirmação errônea de que as cobras "andam nas próprias costelas"; na verdade as costelas não movem para frente e para trás em nenhum dos 4 tipos de movimento). No caso de túneis, em vez de se agarrar, o corpo comprime-se contra as paredes do túnel criando a fricção necessária para a locomoção, mas o movimento é bastante semelhante ao anterior.

Outro método comum de locomoção é locomoção rectilínea, em que uma cobra se mantém recta e se propele como de uma mola se tratasse, usando os músculos da sua barriga. Este método é usado normalmente por cobras muito grandes e pesadas, como pítons e víboras.

No entanto, o mais complexo e interessante método de locomoção é o zig-zag, uma locomoção ondulatória usada para atravessar lama ou areia solta.

Nem todas as cobras são capazes de usar todos os métodos. A velocidade máxima conseguida pela maioria das cobras é de 13 km/h, mais lento que um ser humano adulto a correr, excepto a mamba-negra que pode atingir até 20 km/h.

Nem todas as cobras vivem em terra; cobras marítimas vivem em mares tropicais pouco profundos.

 Alimentação
                            Todas as cobras são carnívoras, comendo pequenos animais (incluindo lagartos e outras cobras), aves, ovos ou insetos. Algumas cobras têm uma picada venenosa para matar as suas presas antes de as comerem. Outras matam as suas presas por estrangulamento. As cobras não mastigam quando comem, elas possuem uma mandíbula flexível, cujas duas partes não estão rigidamente ligadas (ao contrário da crença popular, elas não desarticulam as suas mandíbulas), assim como numerosas outras articulações do seu crâneo, permitindo-lhes abrir a boca de forma a engolir toda a sua presa, mesmo que ela tenha um diâmetro maior que a própria cobra.

As cobras ficam entorpecidas, depois de comerem, enquanto decorre o processo da digestão. A digestão é uma atividade intensa e, especialmente depois do consumo de grandes presas, a energia metabólica envolvida é tal que na Crotalus durissus, a cascavel mexicana, a sua temperatura corporal pode atingir 6 graus acima da temperatura ambiente. Por causa disto, se a cobra for perturbada, depois de recentemente alimentada, irá provavelmente vomitar a presa para tentar fugir da ameaça. No entanto, quando não perturbada, o seu processo digestivo é altamente eficiente, dissolvendo e absorvendo tudo excepto o pêlo e as garras, que são expelidos junto com o excesso de ácido úrico.

Por norma, as serpentes não costumam atacar seres humanos, mas há exemplos de crianças pequenas que têm sido comidas por grandes jibóias. Apesar de existirem algumas espécies particularmente agressivas, a maioria não atacará seres humanos, a menos que sejam assustadas ou molestadas, preferindo evitar este contacto. De facto, a maioria das serpentes são não-peçonhentas ou o seu veneno não é prejudicial aos seres humano

Pele

A pele das cobras é coberta por escamas. A maioria das cobras usa escamas especializadas no ventre para se mover, agarrando-se às superfícies. As escamas do corpo podem ser lisas ou granulares. As suas pálpebras são escamas transparentes que estão sempre fechadas. Elas mudam a sua pele periodicamente. Ao contrário de outros répteis, isto é feito em apenas uma fase, como retirar uma meia. Pensa-se que a finalidade primordial desta é remover os parasitas externos. Esta renovação periódica tornou a serpente num símbolo de saúde e de medicina, como retratado no bastão de Esculápio. Em serpentes "avançadas" (Caenophidian), as escamas da barriga e as fileiras largas de escamas dorsais correspondem às vértebras, permitindo que os cientistas contem as vértebras sem ser necessária a dissecação.

Sentidos
Apesar da visão não ser particularmente notória (geralmente sendo melhor na espécie arboreal e pior a espécie terrestre), não impede a detecção do movimento. Para além dos seus olhos, algumas serpentes (crotalíneos - ou cobras-covinhas - e pítons) têm receptores infravermelhos sensíveis em sulcos profundos entre a narina e o olho que lhes permite "verem" o calor emitido pelos corpos. Como as serpentes não têm orelhas externas, a audição consegue apenas detectar vibrações, mas este sentido está extremamente bem desenvolvido. Uma serpente cheira usando a sua língua bifurcada para captar partículas de odor no ar e enviá-las ao chamado órgão de Jacobson, situado na sua boca, para examiná-las. A bifurcação na língua dá à serpente algum sentido direccional do cheiro.



Órgãos Internos das Serpentes


Os órgãos internos das serpentes estão dispostos de modo a se adequarem ao formato cilíndrico e alongado de seus corpos. Durante sua evolução, as serpentes tiveram a disposição dos órgãos reorganizada e melhor adaptada a este formato. Com o reduzido espaço, os órgãos pares sofreram um deslocamento evolutivo: os órgãos do lado esquerdo ficaram menores e localizados posteriormente aos do lado direito.
Apesar disto, os processos de deglutição, digestão e respiração são dificultados pela falta de espaço, e podem levar o animal à morte por compressão de órgãos e artérias. A evolução natural alterou também os sistemas de alimentação e reprodução da serpente, buscando adaptá-la para alcançar menor consumo energético, uma vez que sua temperatura corporal depende da temperatura do meio ambiente.

     Glote

A glote, extremidade da traquéia que permite a entrada de ar para os pulmões, também sofreu um deslocamento evolutivo nas serpentes. Localizada na porção anterior da cavidade bucal, na base da língua, e portanto mais à frente quando comparada à glote dos mamíferos, facilita a respiração da serpente enquanto ela se alimenta.

    Pulmões

Cerca de 90% das serpentes (as mais evoluídas) apresentam o pulmão esquerdo atrofiado, e essas compensam a atrofia com o pulmão traqueal, uma extensão do pulmão direito que ajuda a serpente a respirar enquanto ela engole uma presa grande.

O pulmão direito é localizado na parte anterior do corpo, para evitar problemas de respiração e circulação quando a serpente se alimenta. Nas serpentes aquáticas o pulmão direito é bem maior, e sua parte inferior é modificada para possibilitar o controle de flutuação na água.

    Coração

O coração das serpentes tem 3 câmaras em vez de 4, com 2 átrios e somente 1 ventrículo, parcialmente dividido, o que provoca a mistura do sangue arterial e oxigênio com sangue venoso e gás carbônico. Essa mistura empobrece a taxa de oxigênio livre no sangue, contribuindo para a baixa atividade física das serpentes.

    Estômago

Devido ao formato fino e alongado das serpentes, o estômago delas é mais curto, não é enrolado, e sua posição é tal que ele não comprime outros órgãos quando está cheio de alimento e gases (devido à digestão). A digestão pode durar mais de 15 dias. É mais prático, e mais econômico em termos de gasto de energia, comer grandes quantidades em um só dia do que sair para caçar todos os dias e comer pouco. O suco gástrico da serpente é muito forte. Ela elimina pelas fezes somente fragmentos de ossos, dentes, e peças queratinizadas, como pêlos, penas, unhas, garras e cascos.

    Bexiga

Não possuem bexiga. Expelem a urina, branca e cristalina, junto com as fezes, pela cloaca. A urina é pastosa, para que a serpente se mantenha hidratada, e tem grande concentração de ácido úrico.

    Hemipênis

O macho possui testículos alongados e dois órgãos copilatórios chamados hemipênis, que não são visíveis externamente, pois normalmente ficam guardados dentro da cauda, invertidos. Durante o acasalamento somente um desses órgão é inflado.
O hemipênis é uma estrutura oca.
Às vezes apresenta somente uma separação no ápice, entre o lado esquerdo e o direito.Outras vezes é bilobado (bifurcado).
Adultohemipenis
Essa estrutura é ornamentada por espinhos ou por ranhuras horizontais e protuberâncias, sendo a base dela mais lisa. Esses espinhos ou protuberâncias têm a função de manter a fêmea ligada ao macho durante a cópula.
O formato do hemipênis é específico de cada espécie. Por isso ele é importante na identificação das espécies, e a cópula só pode acontecer entre macho e fêmea da mesma espécie.

     Ovários

As fêmeas geralmente possuem 2 ovários, sendo o direito mais anterior. Algumas espécies não possuem o ovário esquerdo.
No período anterior à reprodução o ovário apresenta um aglomerado de óvulos esféricos amarelo-esbranquiçados de diferentes tamanhos, indicando diferentes estágios de maturação.


Cobras venenosas

Cobra em posição de ataque.Embora apenas um quarto das cobras sejam venenosas, muitas das espécies são letais aos humanos. Estas cobras letais são geralmente agressivas e seus venenos podem matar um adulto saudável, se este não for devidamente tratado no período de algumas horas.

As cobras venenosas são classificadas em quatro famílias taxonómicas:

Elapidae - najas, mambas, cobras-coral, etc. 
Viperidae - cascavel, jararaca, surucucu, víbora-cornuda, víbora-de-seoane, etc. 
Colubridae - cobra-rateira, nem todas venenosas. 
Hydrophiidae 
Em Portugal, apenas existem espécies de duas destas famílias - Colubridae e Viperidae. Apenas três espécies merecem referência como perigosas para o Homem: a cobra-rateira, a víbora-cornuda e a víbora-de-seoane. Os casos de mordeduras fatais conhecidos são raros e ocorreram principalmente em indivíduos debilitados, idosos, doentes ou crianças. Existem antídotos específicos para o veneno destas espécies.

Sobrevivência a picadas de cobras venenosas

Há pouca razão para temer a morte devido à mordedura de cobras. Apenas um quarto das cobras é venosa, e dentre as 7000 mordidas de cobras registradas na América por ano, menos de 15 vítimas morrem. No entanto, se você for mordido por uma cobra, há certos procedimentos a seguir. Primeiramente, distancie-se da cobra agressora. Segundo, localize um ou dois ferimentos puntiformes em seu corpo. Se o local da mordida começar a inchar ou doer muito, então você foi envenenado. Se possível, mantenha o ferimento abaixo do nível do coração e rapidamente procure auxílio médico. O veneno em si normalmente não o matará, mas exacerbar-se enquanto envenenado pode ser fatal. Não amarre o local da mordida para impedir que o veneno espalhe-se, pois a falta de circulação sanguínea pode matar o local. Além do mais, o veneno espalha-se por seu sistema circulatório quase que instantaneamente quando é injetado. Apesar da crença popular, não se pode sugar o veneno da cobra usando-se a boca.

Classificação

Subordem Serpentes 
Superfamília Typhlopoidea (Scolecophidia) 
Família Anomalepididae 
Família Typhlopidae (Cobras cegas) 
Família Leptotyphlopidae /Glauconiidae 
Superfamília Henophidia (Boidea) 
Família Aniliidae /Ilysiidae: falsa-coral brasileira 
Família Anomochilidae 
Família Fonedeouvidae 
Família Boidae: jibóias 
Família Pythonidae: pítons 
Família Bolyeridae: 
Família Cylindrophiidae 
Família Loxocemidae: jibóia mexicana 
Família Tropidophiidae 
Família Ungaliophiidae (boas anãs) 
Família Uropeltidae 
Família Xenopeltidae 
Superfamília Xenophidia (Colubroidea = Caenophidia) 
Família Acrochordidae 
Família Atractaspididae 
Família Colubridae 
Família Elapidae: cobra coral 
Família Hydrophiidae: cobra do mar 
Família Viperidae: víboras

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